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Abandonando a Maledicência

 

“Despojando-vos, portanto, de toda maldade e dolo, de hipocrisias e invejas e de toda sorte de maledicências, desejai ardentemente, como crianças recém-nascidas, o genuíno leite espiritual, para que, por ele, vos seja dado crescimento para salvação” I Pedro 2:1,2

 

 

 

Este texto fala sobre o crescimento para a salvação, fala sobre o crescimento espiritual. E o apóstolo Pedro, usando uma figura, diz que quando nascemos de novo, somos semelhantes a uma criança recém nascida. E assim como essa criança precisa de alimento para se desenvolver, ele diz que nós também precisamos de crescimento. Só que, diferente da criança que precisa apenas do acréscimo do alimento, ele está aqui dizendo que nós não apenas precisamos desejar o alimento, mas também que algumas coisas na nossa vida precisam ser tiradas, alguns impedimentos que precisam ser removidos para que então busquemos o leite e cresçamos.

 

 

 

E Deus tem me guiado de uma maneira muito clara a reconhecer nestes dias que há um grande impedimento para o nosso crescimento. Há um grande impedimento para o crescimento da igreja de uma forma coletiva, que nos impede de provar mais a graça de Deus e esse impedimento precisa ser arrancado da nossa vida; ele precisa ser deixado de lado, ele precisa ser abandonado.

 

 

Embora o apóstolo Pedro fale sobre vários impedimentos, o tempo e a nossa necessidade nos leva tratar de um só deles: a maledicência. A palavra maledicência significa dizer mal ou falar mal. Como crentes em Jesus, somos advertidos a abandonar esta prática:

 

 

 

“Agora, porém, despojai-vos, igualmente, de tudo isto: ira, indignação, maldade, maledicência, linguagem obscena do vosso falar”. Colossenses 3:8

 

 

 

“Lembra-lhes que se sujeitem aos que governam, às autoridades; sejam obedientes, estejam prontos para toda boa obra, não difamem a ninguém; nem sejam altercadores, mas cordatos, dando provas de toda cortesia, para com todos os homens.” Tito 3:1-2

 

 

 

Os crentes daquela época não eram diferentes de nós; sabiam muito bem o que é esse problema, de você emitir opinião, fazer julgamentos, interpretar à sua maneira, ou levar à frente algo que alguém já te trouxe… Isto era um problema que eles também tinham, que eles também enfrentavam, e que a Bíblia nos exorta a tomar um posicionamento firme quanto a ele.

 

 

 

Eu quero falar sobre algumas coisas ligadas à maledicência e tentar te ajudar a ver com mais clareza o quanto Deus leva a sério este assunto.

 

 

 

UMA QUESTÃO DE CARÁTER

 

 

 

Em primeiro lugar, quero afirmar para você que do ponto de vista de Deus, deixar a maledicência é uma questão de caráter.Em I Timóteo3:11, há uma lista ali onde o apóstolo Paulo cita alguns critérios que os líderes devem ter em suas vidas. Ele começa falando dos presbíteros e suas esposas, depois ele fala dos diáconos e das suas esposas. E entre estas muitas características, aliem I Timóteo3:11, diz o seguinte: “da mesma sorte, as mulheres sejam sérias, não maldizentes, temperantes e fiéis em tudo”. Ele diz que elas não devem ser maldizentes. Ele estabelece isto como um traço de caráter, um requisito de Deus para que alguém seja estabelecido em uma posição de liderança.

 

 

 

Muitas vezes, o nosso posicionamento é de separar o que é um “pecadão” e o que é um “pecadinho”; e acabamos tolerando algumas coisas que não deveriam ser toleradas. E não estou falando só sobre falar mal de pessoas; muitas vezes falamos mal de uma circunstância, falamos mal de um momento, alguns chegam a falar mal de si mesmo.

 

 

 

Deus me levou a um texto que mostra que esta questão de não ter na nossa vida a maledicência é algo que Deus olha como um traço de caráter que Ele não negocia. Veja o caso de José. Nós não temos muitas porções bíblicas sobre a pessoa de José, que se casou com Maria, e que foi o pai de Jesus, mas nós sabemos que Deus precisava escolher uma pessoa descente, honrada, que pudesse ser um exemplo e um espelho para o Senhor Jesus na sua criação. Se fosse alguém com o caráter deturpado, se fosse alguém cheio de desvios de comportamento, ele não seria um bom espelho para o Senhor Jesus (E mesmo ele não sendo o pai biológico, ele seria o espelho dentro de casa).

 

 

 

A Bíblia não fala muito sobre a pessoa dele, de suas virtudes, mas praticamente uma das únicas que é mencionada, foi uma das coisas que Deus usou mais fortemente para impactar meu coração nesse assunto.

 

 

 

“Ora, o nascimento de Jesus Cristo foi assim: estando Maria, sua mãe, desposada com José, sem que tivessem antes coabitado, achou-se grávida pelo Espírito Santo. Mas José, seu esposo, sendo justo e não a querendo infamar, resolveu deixá-la secretamente. Enquanto ponderava nestas coisas, eis que lhe apareceu, em sonho, um anjo do Senhor, dizendo: José, filho de Davi, não temas receber Maria, tua mulher, porque o que nela foi gerado é do Espírito Santo. Ela dará à luz um filho e lhe porás o nome de Jesus, porque ele salvará o seu povo dos pecados deles”. – Mateus 1:18-21

 

 

 

Quero que você pare e pense um pouco comigo. A Bíblia diz que quando José ouve a notícia de que Maria está grávida, eles eram noivos. A palavra desposado significa comprometido antes do casamento. Um estava comprometido ao outro; ele estava aguardando o casamento e como um homem de Deus, ele espera o casamento antes de se envolver com sua mulher. Mas, de repente, ele ouve a notícia: Maria está grávida! Sabe que não foi ele e, nunca se ouviu falar nem antes, nem depois, de alguém ter concebido do Espírito Santo… Então tente imaginar José cogitando, qual a probabilidade do que possa ter acontecido. Na mente dele era uma coisa só que se passava: Maria o tinha traído, o tinha rejeitado, tinha quebrado a aliança antes mesmo dela ser definitivamente estabelecida. É lógico que isto não aconteceu de fato, mas até que José recebesse um esclarecimento de Deus, foi o que pensou.

 

 

 

Se ele abrisse a boca dizendo que ela estava grávida, pela lei de Moisés ela poderia até ser apedrejada. José poderia ceder ao espírito vingativo, ao rancor, ao ciúme. Ele podia no mínimo ter defendido seu lado, mas a Bíblia diz que José era homem justo, e porque ele era justo, não queria difama-la, então ele intenta deixa-la secretamente. Em sua mente ele estava dizendo: acabou. Só que preferia sair de fininho, para não complicar a vida dela. Ela ainda estava pensando isso, quando o anjo do Senhor apareceu a ele explicando o que estava de fato acontecendo.

 

 

 

Agora responda com sinceridade: você acha que José tinha motivos para falar de Maria ou não? Na mente dele antes que ele soubesse o que aconteceu, era esta a interpretação. Ele poderia ter se achado no direito de falar. A maioria de nós não perderia uma chance dessas para acabar com a outra pessoa! Ele poderia no mínimo ter buscado o direito de se explicar, mas a Bíblia diz que havia nele um traço de caráter, que ao meu entender foi uma das coisas que levou Deus a escolhe-lo para exercer o papel que exerceu.

 

 

 

Imagino Deus vasculhando a terra atrás de um homem descente para ser exemplo ao seu Filho… e me pergunto: o que levou Deus a colocar seus olhos em José e dizer: “é de alguém assim que Eu preciso, alguém que tinha a oportunidade e a possibilidade de destruir a vida de alguém, mas decide fechar os seus lábios, e diz simplesmente que se recusa a difamar”.

 

 

 

Difamar (ou infamar) significa espalhar má fama, falar mal. Então, quando a Palavra de Deus está tocando em um assunto como este, eu acredito que nós precisamos considerar e dizer: “isso é uma coisa mais séria do que a gente normalmente acha que é”. O pecado da maledicência tem ferido muito a Igreja do Senhor, uma vez que Deus se move muito na unanimidade. O Novo Testamento mostra que quando havia unanimidade o Espírito Santo vinha com tudo, mas quando a maledicência, a fofoca, o mexerico e o diz-que-me-diz começam a correr solto no nosso meio, não há como se manter a unidade. E quando a unidade vai embora, vai-se com ela a grande possibilidade de estarmos debaixo de uma grande visitação de Deus.

 

 

 

Se nós queremos ver Deus agir, nós vamos precisar que Deus trabalhe esse traço de caráter na nossa vida. O Senhor Jesus também foi muito enfático no sermão do monte:

 

 

 

“Bendizei aos que vos maldizem, orai pelos que vos caluniam”. – Lucas 6:28

 

 

 

Bendizer significa falar bem. Esta foi a ordem do Senhor: fale bem dos que te maldizem, dos que falam mal de você. E ore pelos que te caluniam, pelos que estão inventando histórias sobre você. O Senhor Jesus nos advertiu a não jogar o mesmo jogo!

 

 

 

“Ah! mas fulano também está falando”, diriam muitos. Mas Jesus está dizendo para você não jogar o mesmo jogo! Se alguém falou mal de você, fale bem dele! “Ah! mas ele está me caluniando”… Então ore por ele!

 

 

 

A grande verdade é que quando Deus diz para não falar mal dos outros, Ele não está pensando nos outros, Ele está pensandoem você. Porquefalar mal de quem quer que seja, prejudica a você e não necessariamente a outra pessoa. Praticar a maledicência é acionar uma lei espiritual que vai te colocar em desvantagem, que vai te trazer prejuízo. Então, quando Ele diz, “não fale mal”, Ele não está tentando proteger a outra pessoa de quem você falaria, Ele está tentando proteger você. Esta é uma ordem e é um mandamento do Senhor Jesus, e Ele espera que nós sigamos aquilo que Ele mandou.

 

 

 

QUEM ESTÁ POR TRÁS

 

 

 

Talvez o grande problema da maledicência é quem está por trás dela. Nós falamos em primeiro lugar sobre traço de caráter, e agora eu quero mostrar o que está por trás dela. Quando o apóstolo Paulo estava dando instrução sobre quais viúvas deveriam ser socorridas, faz uma afirmação sobre o comportamento de algumas que ele não aprovava:

 

 

 

“Além do mais, aprendem também a viver ociosas, andando de casa em casa; e não somente ociosas, mas ainda tagarelas e intrigantes, falando o que não devem. Quero, portanto, que as viúvas mais novas se casem, criem filhos, sejam boas donas de casa e não dêem ao adversário ocasião favorável de maledicência. Pois, com efeito, já algumas se desviaram, seguindo a Satanás”. – I Timóteo 5:13-15

 

 

 

Ele diz: Timóteo, tome cuidado com as que estão nesta posição, porque elas vão se tornar ociosas, andando de casa em casa, falando o que não convém… E a expressão que ele usa é “algumas já se desviaram, seguindo após Satanás”. A Bíblia está dizendo que quem instiga maledicência é Satanás e os seus demônios, ele é quem está por trás disto! Quando a Bíblia diz que elas se tornam intrigantes, está chamando elas de promotoras de intrigas. Trata-se de gente que está gerando contenda, confusão no meio do povo de Deus. E Paulo é muito taxativo e diz: “elas estão seguindo a Satanás”!

 

 

 

Você não pode dar outro nome a isso. E ainda tem gente que diz: “Ah, pastor, foi só uma falhazinha, afinal de contas eu também sou humano”. Pois é querido, os humanos são a preferência de Satanás, para disseminar a semente e o mal dele, ele escolhe pessoas como você e eu, porque ele sabe que muitas vezes nós somos susceptíveis à instigação dele…

 

 

 

“Ora, a língua é fogo; é mundo de iniqüidade; a língua está situada entre os membros de nosso corpo, e contamina o corpo inteiro, e não só põe em chamas toda a carreira da existência humana, como também é posta ela mesma em chamas pelo inferno”. – Tiago 3:6

 

 

 

A Bíblia diz que nossa língua é posta em chamas pelo inferno, ou seja, pelos poderes das trevas! Quando falamos mal uns dos outros, estamos dando lugar ao Diabo. Não há meio termo nem outra explicação para isto. Esta é umas das razões pelas quais mais devemos correr deste pecado. Mas além disto, ainda há as conseqüências…

 

 

 

ALGUMAS CONSEQÜÊNCIAS

 

 

 

Em certa ocasião, o apóstolo Paulo comentou que algumas pessoas o estavam acusando de ter falado algumas coisas que ele não tinha de fato falado, e afirma:

 

 

 

“E por que não dizemos, como alguns, caluniosamente, afirmam que o fazemos: Pratiquemos males para que venham bens? A condenação destes é justa”. – Romanos 3:8

 

 

 

Ele estava dizendo: “Eu nunca falei isso, eles colocaram estas palavras na minha boca, e porque eles estão me difamando, dizendo que eu disse algo (mesmo não tendo dito), a condenação deles é justa”. O texto fala de condenação, e isto não pode ser visto como coisa boa!

 

 

 

E quantos de nós já não fizemos isso?

 

 

 

Muitas vezes ouço crentes dizendo: “fulano falou isto”! E pergunto: “você ouviu dele”? Normalmente a resposta é: “Não! Mas ouvi de uma fonte segura”… Então acrescento: “sim, que também ouviu de outra fonte segura, que ouviu de outra fonte segura, e sabe-se lá quantas fontes seguras tem no meio disto tudo”!

 

 

 

Provavelmente você já tenha brincado de telefone sem fio, e sabe que cada conto aumenta um ponto. Sabe, é assim que nós vamos promovendo o mal. E eu acredito que a maioria de nós, os crentes, não falamos mal só pelo gosto de falar mal. Não inventamos o que estamos falando de mal; normalmente são interpretações e equívocos, mas só o fato de estarmos espalhando, se não estamos falando o que devia, pode nos colocar sob condenação!

 

 

 

Além disto, a maledicência nos rouba bênçãos de Deus. O Salmo 140:11 diz que o maldizente não se estabelecerá na Terra. Essa era uma das maiores promessas de Deus desde o início: “você vai se estabelecer na terra que o Senhor Deus te dá, você vai prosperar, você vai ter isso e aquilo”, mas o texto diz que os maldizentes não terão esta bênção.

 

 

 

E o pior é que isto é como uma bola de neve, quanto mais rola, mais cresce!

 

 

 

“Evita, igualmente, os falatórios inúteis e profanos, pois os que deles usam passarão a impiedade ainda maior. Além disso, a linguagem deles corrói como câncer; entre os quais se incluem Himeneu e Fileto”. – II Timóteo 2:16-17

 

 

 

A Bíblia diz que os que estão nisto passarão a uma impiedade ainda maior. Não há como interromper esse processo depois que você começa. A Bíblia diz que isso corrói, cresce como câncer, são células mortas, cancerígenas, crescendo no corpo e estragando aquilo que Deus projetou para funcionar de forma adequada.

 

 

 

A Escritura nos mostra que as conseqüências são sérias, que se trata de um pecado grave. Quando o apóstolo Paulo fala de alguns pecados que impedem as pessoas de herdar o reino de Deus, inclui os maldizentes na lista:

 

 

 

“Ou não sabeis que os injustos não herdarão o reino de Deus? Não vos enganeis: nem impuros, nem idólatras, nem adúlteros, nem efeminados, nem sodomitas, nem ladrões, nem avarentos, nem bêbados, nem maldizentes, nem roubadores herdarão o reino de Deus”. – I Coríntios 6:9-10

 

 

 

Jesus também afirmou que do coração do homem procede muitos dos pecados e incluiu a blasfêmia na lista:

 

 

 

“Porque de dentro, do coração dos homens, é que procedem os maus desígnios, a prostituição, os furtos, os homicídios, os adultérios, a avareza, as malícias, o dolo, a lascívia, a inveja, a blasfêmia, a soberba, a loucura. Ora, todos estes males vêm de dentro e contaminam o homem”. – Marcos 7:21-23

 

 

 

Blasfemar significa falar mal, infamar. Jesus colocou a blasfêmia junto com a prostituição, o homicídio e o furto. Mas em nossa mente tentamos desassociar tais pecados e nos convencer que não é assim tão sério. Não podemos negar. A Palavra de Deus nos mostra que a maledicência causa um estrago muito grande no meio da igreja de Cristo, é por isso que nós precisamos abandona-la, é por isso que nós precisamos deixa-la de lado, se queremos experimentar o que Deus prometeu e o que Ele disse que faria, nós temos que deixar de lado o que impede o nosso crescimento e impede o crescimento dos outros.

 

 

 

“O homem perverso espalha contendas, e o difamador separa os maiores amigos”. – Provérbios 16:28

 

 

 

Criamos tantos problemas com a nossa língua! Se a domássemos, a maior parte deles acabaria:

 

 

 

“Sem lenha, o fogo se apaga; e, não havendo maldizente, cessa a contenda”. – Provérbios 26:20

 

 

 

Uma das conseqüências mais graves em nossa vida é que a maledicência abre espaço para que o diabo tenha autoridade de ferir nossas vidas. A maledicência é uma brecha, uma legalidade para Satanás nos ferir. Falando de Israel no deserto e que essas coisas nos servem de exemplo, Deus diz:

 

 

 

“Nem murmureis, como alguns deles murmuraram e pereceram pelo destruidor”. – I Coríntios 10:10

 

 

 

Tem muito crente sendo ferido pelo diabo. Não porque a proteção de Deus não seja eficaz, mas porque abre brechas com sua própria língua bifurcada. Se você não tem conseguido deter os ataques do diabo contra sua vida, sugiro reexaminar seu comportamento nesta área, pois a probabilidade de falharmos nela é grande!

 

 

 

PRIVADOS DA PRESENÇA DIVINA

 

 

 

Quando tratava comigo nesta área, o Senhor falou ao meu coração que a maledicência, além de fazer de nós um canal de Satanás, ainda nos rouba a presença de Deus.

 

 

 

“Quem, SENHOR, habitará no teu tabernáculo? Quem há de morar no teu santo monte? O que vive com integridade, e pratica a justiça, e, de coração, fala a verdade; o que não difama com sua língua, não faz mal ao próximo, nem lança injúria contra o seu vizinho”. – Salmo 15:1-3

 

 

 

Este texto não só nos revela que para estar na presença do Senhor precisamos vencer este pecado, como também traz um pouco mais de luz sobre este tipo de erro. O texto fala de dois tipos de pecado da maledicência: ativo e passivo. O que difama com a língua é o ativo, e o passivo é o que ouve. Porque quando você ouve o maldizente (mesmo se você não fala nada) também está pecando por cumplicidade (Lv.19:16,17). Logo, quando emprestamos o ouvido a um maldizente estamos participando do mesmo pecado. E isto nos priva da presença de Deus.

 

 

 

Se você observar Efésios 4:29 que fala sobre não entristecer o Espírito Santo, vai perceber que o versículo anterior e o posterior retratam pecados cometidos com a língua. Logo, se queremos uma vida cheia do Espírito, é preciso corrigir isto. Portanto, evite a maledicência. Você faz isso de duas formas: evitando a maledicência e também evitando o maldizente

 

 

 

EVITANDO FALATÓRIOS E FALADORES

 

 

 

“E tu, ó Timóteo, guarda o que te foi confiado, evitando os falatórios inúteis e profanos e as contradições do saber, como falsamente lhe chamam, pois alguns, professando-o, se desviaram da fé”. – I Timóteo 6:20

 

 

 

Assim como o justo não se assenta na roda dos escarnecedores, precisamos também cuidar para que não nos enredemos por este pecado. Mas eu não só evito pecar com minha boca, como também evito pecar cedendo meus ouvidos à maledicência. As Sagradas Escrituras nos ensinam a evitar os maldizentes:

 

 

 

“Mas, agora, vos escrevo que não vos associeis com alguém que, dizendo-se irmão, for impuro, ou avarento, ou idólatra, ou maldizente, ou beberrão, ou roubador; com esse tal, nem ainda comais”. – I Coríntios 5:11

 

 

 

Desta forma, venceremos e continuaremos a crescer no Senhor.

 

 

 

 

 

Fonte: http://www.gospelmais.com.br/artigos/574/abandonando-a-maledicencia.html

 

Artigo extraído do site http://www.orvalho.com

Princípios de Batalha Espiritual

 

 

José Ednilson Júnior

 

 

Fazer a obra de evangelista, querer ver o mundo todo salvo, servir a Cristo, é atacar diretamente o inimigo, Satanás.
Porém Satanás, não quer perder terreno e, então, procura enganar os cristãos, mantendo escondido o conceito da batalha espiritual que mais lhe incomoda, que é a conquista dos povos ainda não alcançados.

 

 
Muitos livros falam de batalha espiritual no âmbito das dificuldades espirituais individuais dos crentes. Poucos têm percebido que a batalha espiritual mais eficaz é aquela que tira vidas das mãos de Satanás e ganha terreno para o reino de Deus.

 

 
Ouço muito falar de vitória na vida pessoal, de libertação das obras malignas, de cânticos de guerra, de armas de vitória, mas sempre em relação ao crente como indivíduo. O povo precisa abrir os olhos e ver que Satanás o está enganando, não permitindo que veja o aspecto mais amplo e mais eficaz da batalha, que é avançar no terreno do inimigo e saquear-lhe os bens.

 
De acordo com a Bíblia quem não tem Cristo pertence a Satanás (Mt 13:38) e logicamente, quando você começa a evangelizar uma pessoa, o inimigo não vai gostar e fará tudo para não perder a vida que está em seu domínio. Você já tentou tirar um osso da boca de um cão faminto? Que tal tirar a carne de um leão faminto? Saiba, então que quando você decide servir a Cristo, fez uma declaração de guerra contra Satanás, mas a vitória já está garantida por Jesus. Aleluia!

 

 
A Bíblia apresenta alguns aspectos dessa batalha. Em Colossenses 1:13, ela diz: “Ele nos libertou do império das trevas e nos transportou para o reino do Filho do seu amor”. Veja a obra maravilhosa que Cristo fez por nós: outrora estávamos no império das trevas, cegos espiritualmente, longe de Deus, sem esperança, escravizados, cheios de medo, sem saber nada sobre o futuro, sob o domínio de Satanás. Mas Deus, por sua grande misericórdia, libertou-nos do império das trevas e transportou-nos para o reino de Cristo. Que grandiosa salvação! Aleluia! Mas como isso se deu? Foi quando alguém orou por nós e mostrou-nos a verdade do evangelho.

 

 
Portanto, quando saímos para pregar ou desejamos fazer a obra missionária, devemos entender que estamos resgatando vidas do reino de Satanás, levando-as para o reino de Cristo.
Observe, ainda, outros versículos interessantes das escrituras, em Atos 26:16-18: “Mas levanta-te e firma-te sobre teus pés, porque por isto te apareci para te constituir ministro e testemunha, tanto das cousas em que me viste como daquelas pelas quais te aparecerei ainda; livrando-te do povo e dos gentios, para os quais eu te envio, para lhes abrir os olhos e convertê-los das trevas para a luz e da potestade de Satanás para Deus, a fim de que recebam eles remissão de pecados e herança entre os que são santificados pela fé em mim”.

 

 
Neste trecho, o apóstolo Paulo está dando testemunho de sua salvação e chamada missionária. Note que, no versículo 18, ele fala das implicações e da realidade desta obra. Ele foi enviado para 1) abrir-lhes os olhos; 2) convertê-los das trevas para a luz; 3) convertê-los da potestade de Satanás para Deus. Observe que o versículo explica o propósito: a fim de que recebam remissão de pecados e herança entre os que são santificados. Em outras palavras, para que recebam a salvação, que é o fato de sermos transportados do poder de Satanás para as mãos de Deus. Por isso estamos numa batalha espiritual. A Bíblia diz que o mundo jaz no maligno. Portanto, o trabalho de evangelização é uma batalha que arranca vidas das garras de Satanás, transportando-as para as mãos de Cristo.

 

 

 

I – A NOSSA POSIÇÃO

 

 
Para enfrentar essa batalha precisamos, antes de qualquer coisa, saber qual é a nossa posição espiritual, para termos ousadia, coragem e enfrentar o inimigo. Muitos de nós nos sentimos impotentes e incapazes para a luta; por isso, precisamos entender o que a Bíblia fala sobre a nossa posição. Em Efésios 1:19-22, encontramos as seguintes afirmações:
Observe que a Bíblia está falando a respeito do poder do Espírito Santo, que ressuscitou a Cristo. Veja no versículo20 a posição dele: após a ressurreição, Deus o colocou sentado à direita nos lugares celestiais, acima de todo principado, e potestade, e domínio, e poder, e submeteu tudo aos seus pés. Aleluia, pois Jesus Cristo é o dominador de todas as coisas; portanto ele controla o poder de Satanás. Há muitos crentes com uma visão espiritual errada, pensando que existe uma luta entre Deus e o Diabo. Alguns dizem que neste mundo existem as forças do bem, comandadas por Deus, e as forças do mal comandadas pelo Diabo, e que elas estão lutando entre si. Nunca! Jamais! Isto é mentira satânica!

 

 
Quem é o diabo para enfrentar o grande, eterno e incomensurável poder de Deus? Deus está sentado no trono, pois é o rei de toda a terra. Ele comanda. Ele domina. Se você ler o livro de Jó vai logo descobrir que, para Satanás tentá-lo, precisa pedir permissão para Deus. Se Satanás pudesse fazer o que quer, não existiria igrejas, nem missionários, nem pregadores, nem crentes.
Você está em um zoológico com sua família, você vê vários animais e de repente, ouve um grande ruído e corre junto com seus filhos para ver mais de perto o que acontece, e depara com o leão urrando e andando de um lado para o outro na jaula. Ele está nervoso, talvez faminto. Do lado de fora, crianças brincam sossegadamente, algumas o provocam. Naquele momento, Deus fala ao nosso coração “Satanás está assim. Muitas vezes faz barulho, pula, ameaça mas não pode pegá-lo porque eu tenho o controle da jaula Aleluia! Deus está no comando.

 

 
Deus segura e controla Satanás e todos os espíritos malignos. Essa é a posição de Cristo.
Mas veja agora, na continuação desse assunto, a Epístola de Efésios, capítulo 2. Logo adiante, Paulo está dizendo que andávamos segundo o curso deste mundo, segundo os desejos da nossa carne, dirigidos pelo diabo; por isso estávamos mortos em delitos e pecados, mas nos deu nova vidaem Cristo V.6.

 
Compare os dois versículos. Afirma-se, em 1:21, que Jesus ressuscitou e foi colocado assentado à direita do Pai, nos lugares celestiais. Nós também ressuscitamos e estamos assentados nos lugares celestiais em Cristo, o que quer dizer que estamos também acima de todo domínio, e principado, e potestade, etc. Aleluia! Esta é a posição do crente: ressurreto com Cristo, assentado nos lugares celestiais, acima de tudo.

 

 
Dessa forma, o crente tem poder para dominar Satanás, expulsar demônios e exercer autoridade sobre toda obra maligna. Mas, infelizmente, muitos crentes não sabem disso e vivem derrotados na vida cristã, sem discernimento, e nem sequer imaginam que estão numa batalha espiritual. Por outro lado, há pastores que não sabem o que é isso, não acreditam em demônios, dizem que se trata de manifestações de histeria ou de ataque epiléptico. Ouvi falar de uma igreja onde, diante da manifestação de um demônio, o pastor mandou que levassem a pessoa à farmácia e lhe aplicassem uma injeção “sossega leão”. Além disso, muitos crentes não expulsam demônios porque dizem, isso é para os que têm um Dom especial. Nunca li na Bíblia nada a respeito desse Dom de expulsar demônios.

 

 
Por outro lado, Jesus Cristo afirmou:
“Estes sinais hão de acompanhar aqueles que crêem: em meu nome expelirão demônios…” Mc. 16:17
O Espírito Santo dá poder a todo crente para realizar as mesmas obras que Cristo realizou, incluindo a expulsão de demônios. É preciso Ter fé e pôr em prática a Palavra de Deus. Se você é crente então pode expulsar demônios. Lembro-me de uma ocasião em que um irmão da igreja telefonou para o pastor Edison Queiroz pedindo que fosse à sua casa, pois alguém lá estava possuído por um demônio, e ele queria que o pastor o expulsasse. Disse o pastor: Não vou. O irmão argumentou: – Mas pastor, eu nunca expulsei demônios na minha vida. – Irmão, sempre há a primeira vez. – Por favor, pastor venha. – O irmão é realmente crente?
– Claro pastor. – O irmão tem Jesus no coração? – Sim pastor, eu tenho Jesus. – Então vá e expulse o demônio em nome de Jesus Cristo.

 

 
Aquele irmão desligou o telefone, e o pastor começou a orar por ele. No Domingo, ele chegou à igreja todo alegre e sorridente, dizendo: – Pastor, muito obrigado porque o irmão não foi à minha casa; eu mesmo expulsei o demônio. Ele me obedeceu e saiu em nome de Jesus Cristo.
Se você é crente e se Cristo controla sua vida, saiba que está nesta posição espiritual, acima de todo poder de Satanás, e pode exercer autoridade e expulsá-lo em nome de Jesus.

 

 

 

 

II – A NOSSA ARMADURA

 

 
Efésios 6:10-20
Neste trecho da Palavra de Deus, Paulo apresenta-nos a armadura de Deus. No verso12, a Bíblia afirma que a nossa luta não é física, mas espiritual. Há muita gente tentando expulsar demônios pela força física, pelo muito gritar ou pela repetição de frases. Saiba que a luta está no âmbito espiritual; logo, temos de nos revestir da armadura de Deus, mas antes temos de estar fortalecidos no poder do Senhor; então vestiremos a armadura e estaremos prontos para a batalha.

 
a) “…cingindo-vos com a verdade” V.14 Esta é a figura muito usada pelo apóstolo Paulo, no sentido de estarmos revestidos de Cristo. Cristo é a verdade, e poderemos enfrentar Satanás somente se estivermos firmados na verdade, que é Cristo, tendo certeza da nossa salvação, baseados num encontro pessoal com ele, que nos garante autoridade. Se você sabe quem é Cristo e tem certeza de que ele está em sua vida, revestido dessa verdade, poderá enfrentar o inimigo e vencê-lo.

 

 
b) “… vestindo-vos da couraça da justiça” V.14 Aqui você encontra a convicção de que já está justificado do pecado, pela fé no sacrifício de Cristo na cruz. Em Romanos 5:1, a Bíblia diz, Rom :1
A Bíblia garante, pela morte de Cristo na cruz, que aquele que o recebe e se entrega a ele fica justificado de todos os pecados, o que lhe garante a certeza da salvação. Por causa dessa convicção, você pode expulsar o acusador e exercer autoridade sobre ele, pois tem a garantia do perdão e poderá rechaçar suas acusações.

 

 
c) “Calçai os pés com a preparação do evangelho da paz…” V.15 A preparação do evangelho é uma arma ofensiva e indica o nosso avanço contra o inimigo. Quando pregamos o evangelho estamos progredindo nos campos de batalha; por isso o apóstolo Paulo usa a figura dos pés, para exemplificar o caminhar à frente, o ganhar terreno. Isso deve motivar cada crente a pregar o evangelho e a fazer discípulos em sua área de atuação.

 

 
d) “…embraçando sempre o escudo da fé…” V 16 O inimigo estará sempre lançando dardos contra os crentes. Estes dardos são acusações e tentações de todos os tipos e atacam as muitas diferentes áreas da nossa vida. Somente pela fé poderemos combater e anular esses dardos.
A vida cristã é vivida pela fé. Sem fé é impossível agradar a Deus. Nessa batalha espiritual, trabalhamos pela fé, e ela vem pelo conhecimento da Palavra de Deus. Portanto, quanto mais conhecermos a Bíblia, mais fé teremos e naturalmente sabemos lidar com as tentações, e o inimigo será vencido.

 

 
e) “Tomai também o capacete da salvação…” V 17 Nesse versículo, Paulo fala da salvação como capacete que protege a parte mais importante do nosso corpo, a cabeça. Um dos ataques mais freqüentes de Satanás contra os crentes é quanto `a certeza da salvação.
Diversas vezes ele coloca em dúvida a salvação dos crentes. Por isso a nossa proteção deve ser o fato de que um dia, pessoalmente, pela fé , recebemos Cristo como Senhor e Salvador; nossos pecados foram perdoados; nascemos de novo pelo Espírito Santo; nosso nome está escrito no livro da vida; o Espírito Santo testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus; somos novas criaturas. Portanto, quando o inimigo lançar sobre nós dúvidas quanto à salvação, devemos nos lembrar dos fatos que aconteceram em nossa vida quando recebemos Cristo e das promessas registradas na Palavra de Deus quanto à obra de Cristo para nossa salvação.

 

 
f) “Tomai… a espada do Espírito, que é a palavra de Deus…” V 17 O apóstolo Paulo apresenta a arma mais ofensiva, a espada, como a Palavra de Deus. Golpeamos o inimigo com a palavra de Deus. Satanás é mentiroso, e a Palavra de Deus é a verdade que sempre prevalece sobre a mentira.
Em Mateus 4, quando foi tentado, Jesus usou como arma a Palavra de Deus. Todas as vezes que o diabo lhe fazia uma sugestão, ele golpeava, dizendo: “Está escrito…” Por essa razão, o crente deve conhecer a Bíblia, estudá-la, memorizá-la, meditar nela e principalmente colocá-la em prática na vida, e assim estará golpeando o inimigo.
Finalmente, o apóstolo Paulo mostra como manejar esta armadura, ou seja, “… com toda oração e súplica…” V. 18 Sem oração é impossível a realização da obra de Deus. Não adianta você se revestir da armadura e não saber manejá-la. Assim, a oração é a base, é a alavanca propulsora para manejarmos a armadura de Deus.
Precisamos de uma vida de mais oração, pois é por meio dela que se obtêm os resultados da vitória de Cristo. É pela oração que o poder de Deus se manifesta. E orando obtemos um coração mais sensível à vontade de Deus e às necessidades do nosso próximo. Satanás treme de medo quando vê um crente de joelhos, orando.

 

 

III – A NOSSA ESTRATÉGIA

 

 
Para tornarmos efetiva a nossa vitória nesta batalha, precisamos de uma estratégia bem planejada e estudada. Essa estratégia já está descrita na Palavra de Deus e constitui-se dos seguintes passos:

 

 
1. Derrubar as portas do inferno – Mt 16:18
Nesse versículo, Jesus está apresentando o instrumento de Deus para a execução dos seus planos de restauração da humanidade. Jesus está dizendo: “Eu edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela” , ou seja, o trabalho de Deus na restauração da humanidade começa com um ataque frontal ao inferno. A igreja é o instrumento de Deus para atacar o inferno, e o primeiro passo nessa estratégia é derrubar as portas do inferno.

 

 
Tenho ouvido interpretações erradas desse versículo, pessoas afirmando que os crentes estão dentro do templo, tremendo de medo, e Satanás está a volta, tentando entrar, mas as portas da igreja estão firmes e ele não consegue entrar. Contudo, é exatamente o contrário o que a Bíblia afirma: Satanás é quem está dentro do inferno, bem trancado, tremendo de medo do poder de Cristo manifestado na igreja, tentando segurar as vidas que estão em suas mãos. Assim, o papel da igreja é derrubar as portas do inferno e entrar lá para tirar as vidas do domínio de Satanás e levá-las para as mãos de Cristo. As portas do inferno não resistem ao poder de Cristo manifesto na sua igreja. Aleluia!

 

 
2. Amarrar o inimigo – Mc 3:27
Segundo passo na estratégia da batalha espiritual é amarrar o inimigo. No contexto desse versículo, Jesus Cristo está falando sobre Satanás e apresenta-nos a estratégia de amarrá-lo. Pela autoridade da nossa posição em Cristo, pela Palavra de Deus, pelo nome de Jesus Cristo, podemos amarrar Satanás e os espíritos malignos para, finalmente, tirarmos as vidas de suas mãos. Se estamos acima de todo domínio e poder, temos então autoridade espiritual sobre este poder. Por isso, o crente em Cristo simplesmente pode amarrar Satanás para executar a obra de Deus. Isso não quer dizer que podemos impedir a atuação de Satanás no mundo,
pois tal se dará só no final dos tempos, mas o que podemos e devemos fazer é impedir a atuação de Satanás e dos espíritos malignos especificamente sobre a pessoa ou sobre a área que estivermos evangelizando, fazendo a obra de Deus.

 

 
3. Roubar-lhes os bens – Mc. 3:27
O bom crente é um “ladrão”! E deve “roubar” muito. No versículo acima, Jesus diz que devemos amarrar o valente e saquear-lhe os bens. Quais são os bens de Satanás? São as vidas que ele tem em seu domínio. Portanto essas vidas precisam ser resgatadas. Precisamos tirá-las das mãos de Satanás e levá-las para Cristo. Isto é feito no campo espiritual.
Há muita gente tentando convencer os outros de que as doutrinas bíblicas são certas e de que somente em Cristo há salvação, pensando que se as pessoas aceitarem esses argumentos intelectuais estarão salvas. A apresentação do plano de salvação e o uso de argumentos poderão ajudar as pessoas a tomar a decisão que produzirá efeitos espirituais, porque a salvação de Cristo consiste em tirar as vidas das mãos de Satanás e transportá-las para o reino de Deus. Por isso devemos amarrar Satanás e saquear-lhes os bens.

 
4. Garantir os bens saqueados
Após roubarmos as vidas das mãos de Satanás, estas precisam ser protegidas e garantidas para não caírem mais no domínio do inimigo.
Poderemos fazer isso de três maneiras:

 

 
a) Discipulando – Precisamos levar o novo convertido compreender a Palavra de Deus e colocá-la em prática, estará assim firmando sua vida espiritual sobre a rocha que é Cristo, e nada poderá derrubá-lo dessa posição. Daí a necessidade de alguém mais experimentado na Palavra tomar o novo convertido e, pessoalmente, ajudá-lo no crescimento espiritual.

 

 
b) Resistindo a Satanás – “Sujeitai-vos, portanto, a Deus mas resisti ao diabo, e ele fugirá de vós”(Tg.4:7). O versículo diz que devemos primeiro estar em submissão a Deus. A nossa luta não é realizada pelas nossas próprias forças ou capacidades, mas é uma luta espiritual, em que a vitória vem do poder de Deus em nossa vida. Dessa forma, precisamos estar em inteira submissão ao Espírito de Deus, para então resistir ao diabo. Quando resistimos a Satanás e aos seus ataques, ele foge. Note que coisa interessante: quem foge é o diabo, não o crente. Temos visto crentes fugindo de medo do diabo e de pessoas possuídas por demônios, porque não conhecem sua posiçãoem cristo. Quando exercemos autoridade e resistimos ao Diabo, ele foge. É ele quem deve fugir.

 
c) Não dando lugar ao diabo – “… nem deis lugar ao diabo” Ef. 4:27 A vitória já está garantida, temos autoridade sobre Satanás, mas precisamos tomar cuidado para não lhe dar lugar. O Diabo é astuto e não vai aparecer diante de nós como um bicho feito. Ao contrário, a Bíblia diz que ele se transforma em anjo de luz para nos enganar. E o faz com muita sutileza, às vezes trazendo um mau pensamento, desviando-nos dos propósitos de deus; outras vezes, provocando divisões, contendas etc.; assim, devemos tomar cuidado e não dar lugar ao pecado às contendas e divisões na igreja, para que ele não obtenha vantagem nessa batalha.

 

 
Conclusão
Resumindo, esta deve ser então nossa estratégia: derrubar as portas do inferno e entrar lá , amarrar Satanás, tirar as vidas de seu domínio e transportá-las para o reino de Cristo e treinar essas vidas para que também se tornem soldados na batalha contra o inimigo.

 
A vitória já está garantida, pois a Bíblia diz que Jesus se manifestou para destruir as obras do Diabo ( I João 4:8). Além disso, quando a última pessoa sobre a face da terra ouvir a mensagem do evangelho, Jesus cristo voltará com poder e grande glória Mt. 24:14. Então veremos a derrota final do inimigo Ap. 20:7-10.
Um dia desses, eu estava meditando sobre a batalha espiritual e sobre a situação de muitas igrejas hoje, e Deus me trouxe à mente a idéia do campo de batalha, onde o inimigo está atacando com todas as suas forças e muitos soldados de Cristo estão envolvidos em tantas coisas e atividades que pouco ou nada fazem para contribuir para a vitória na batalha. Não podemos nos esquecer da exortação que Paulo fazem II Tm 2:4 “Nenhum soldado em serviço se envolve em negócio desta vida, porque o seu objetivo é satisfazer àquele que o arregimentou”.

 

 

 

 

(C) 2002 Ministério de Missões – PIBCGMS

 

A Maior Celebração da Páscoa na Bíblia


2 Reis 22-23:27

Tinha Josias oito anos de idade quando começou a reinar e reinou trinta e um anos em Jerusalém. Sua mãe se chamava Jedida e era filha de Adaías, de Bozcate.

2  Fez ele o que era reto perante o SENHOR, andou em todo o caminho de Davi, seu pai, e não se desviou nem para a direita nem para a esquerda.

3  No décimo oitavo ano do seu reinado, o rei Josias mandou o escrivão Safã, filho de Azalias, filho de Mesulão, à Casa do SENHOR,

4  dizendo: Sobe a Hilquias, o sumo sacerdote, para que conte o dinheiro que se trouxe à Casa do SENHOR, o qual os guardas da porta ajuntaram do povo;

5  que o dêem nas mãos dos que dirigem a obra e têm a seu cargo a Casa do SENHOR, para que paguem àqueles que fazem a obra que há na Casa do SENHOR, para repararem os estragos da casa:

6  aos carpinteiros, aos edificadores e aos pedreiros; e comprem madeira e pedras lavradas, para repararem os estragos da casa.

7  Porém não se pediu conta do dinheiro que se lhes entregara nas mãos, porquanto procediam com fidelidade.

8  Então, disse o sumo sacerdote Hilquias ao escrivão Safã: Achei o Livro da Lei na Casa do SENHOR. Hilquias entregou o livro a Safã, e este o leu.

9  Então, o escrivão Safã veio ter com o rei e lhe deu relatório, dizendo: Teus servos contaram o dinheiro que se achou na casa e o entregaram nas mãos dos que dirigem a obra e têm a seu cargo a Casa do SENHOR.

10  Relatou mais o escrivão Safã ao rei, dizendo: O sacerdote Hilquias me entregou um livro. E Safã o leu diante do rei.

11 ¶ Tendo o rei ouvido as palavras do Livro da Lei, rasgou as suas vestes.

12  Ordenou o rei a Hilquias, o sacerdote, a Aicão, filho de Safã, a Acbor, filho de Micaías, a Safã, o escrivão, e a Asaías, servo do rei, dizendo:

13  Ide e consultai o SENHOR por mim, pelo povo e por todo o Judá, acerca das palavras deste livro que se achou; porque grande é o furor do SENHOR que se acendeu contra nós, porquanto nossos pais não deram ouvidos às palavras deste livro, para fazerem segundo tudo quanto de nós está escrito.

14  Então, o sacerdote Hilquias, Aicão, Acbor, Safã e Asaías foram ter com a profetisa Hulda, mulher de Salum, o guarda-roupa, filho de Ticva, filho de Harás, e lhe falaram. Ela habitava na cidade baixa de Jerusalém.

15  Ela lhes disse: Assim diz o SENHOR, o Deus de Israel: Dizei ao homem que vos enviou a mim:

16  Assim diz o SENHOR: Eis que trarei males sobre este lugar e sobre os seus moradores, a saber, todas as palavras do livro que leu o rei de Judá.

17  Visto que me deixaram e queimaram incenso a outros deuses, para me provocarem à ira com todas as obras das suas mãos, o meu furor se acendeu contra este lugar e não se apagará.

18  Porém ao rei de Judá, que vos enviou a consultar o SENHOR, assim lhe direis: Assim diz o SENHOR, o Deus de Israel, acerca das palavras que ouviste:

19  Porquanto o teu coração se enterneceu, e te humilhaste perante o SENHOR, quando ouviste o que falei contra este lugar e contra os seus moradores, que seriam para assolação e para maldição, e rasgaste as tuas vestes, e choraste perante mim, também eu te ouvi, diz o SENHOR.

20  Pelo que, eis que eu te reunirei a teus pais, e tu serás recolhido em paz à tua sepultura, e os teus olhos não verão todo o mal que hei de trazer sobre este lugar. Então, levaram eles ao rei esta resposta.

1 ¶ Então, deu ordem o rei, e todos os anciãos de Judá e de Jerusalém se ajuntaram a ele.

2  O rei subiu à Casa do SENHOR, e com ele todos os homens de Judá, todos os moradores de Jerusalém, os sacerdotes, os profetas e todo o povo, desde o menor até ao maior; e leu diante deles todas as palavras do Livro da Aliança que fora encontrado na Casa do SENHOR.

3  O rei se pôs em pé junto à coluna e fez aliança ante o SENHOR, para o seguirem, guardarem os seus mandamentos, os seus testemunhos e os seus estatutos, de todo o coração e de toda a alma, cumprindo as palavras desta aliança, que estavam escritas naquele livro; e todo o povo anuiu a esta aliança.

4 ¶ Então, o rei ordenou ao sumo sacerdote Hilquias, e aos sacerdotes da segunda ordem, e aos guardas da porta que tirassem do templo do SENHOR todos os utensílios que se tinham feito para Baal, e para o poste-ídolo, e para todo o exército dos céus, e os queimou fora de Jerusalém, nos campos de Cedrom, e levou as cinzas deles para Betel.

5  Também destituiu os sacerdotes que os reis de Judá estabeleceram para incensarem sobre os altos nas cidades de Judá e ao redor de Jerusalém, como também os que incensavam a Baal, ao sol, e à lua, e aos mais planetas, e a todo o exército dos céus.

6  Também tirou da Casa do SENHOR o poste-ídolo, que levou para fora de Jerusalém até ao vale de Cedrom, no qual o queimou e o reduziu a pó, que lançou sobre as sepulturas do povo.

7  Também derribou as casas da prostituição-cultual que estavam na Casa do SENHOR, onde as mulheres teciam tendas para o poste-ídolo.

8  A todos os sacerdotes trouxe das cidades de Judá e profanou os altos em que os sacerdotes incensavam, desde Geba até Berseba; e derribou os altares das portas, que estavam à entrada da porta de Josué, governador da cidade, à mão esquerda daquele que entrava por ela.

9  (Mas os sacerdotes dos altos não sacrificavam sobre o altar do SENHOR, em Jerusalém; porém comiam pães asmos no meio de seus irmãos.)

10  Também profanou a Tofete, que está no vale dos filhos de Hinom, para que ninguém queimasse a seu filho ou a sua filha como sacrifício a Moloque.

11  Também tirou os cavalos que os reis de Judá tinham dedicado ao sol, à entrada da Casa do SENHOR, perto da câmara de Natã-Meleque, o camareiro, a qual ficava no átrio; e os carros do sol queimou.

12  Também o rei derribou os altares que estavam sobre a sala de Acaz, sobre o terraço, altares que foram feitos pelos reis de Judá, como também os altares que fizera Manassés nos dois átrios da Casa do SENHOR; e, esmigalhados, os tirou dali e lançou o pó deles no ribeiro de Cedrom.

13  O rei profanou também os altos que estavam defronte de Jerusalém, à mão direita do monte da Destruição, os quais edificara Salomão, rei de Israel, para Astarote, abominação dos sidônios, e para Quemos, abominação dos moabitas, e para Milcom, abominação dos filhos de Amom.

14  Semelhantemente, fez em pedaços as colunas e cortou os postes-ídolos; e o lugar onde estavam encheu ele de ossos humanos.

15  Também o altar que estava em Betel e o alto que fez Jeroboão, filho de Nebate, que tinha feito pecar a Israel, esse altar junto com o alto o rei derribou; destruiu o alto, reduziu a pó o seu altar e queimou o poste-ídolo.

16  Olhando Josias ao seu redor, viu as sepulturas que estavam ali no monte; mandou tirar delas os ossos, e os queimou sobre o altar, e assim o profanou, segundo a palavra do SENHOR, que apregoara o homem de Deus que havia anunciado estas coisas.

17  Então, perguntou: Que monumento é este que vejo? Responderam-lhe os homens da cidade: É a sepultura do homem de Deus que veio de Judá e apregoou estas coisas que fizeste contra o altar de Betel.

18  Josias disse: Deixai-o estar; ninguém mexa nos seus ossos. Assim, deixaram estar os seus ossos com os ossos do profeta que viera de Samaria.

19  Também tirou Josias todos os santuários dos altos que havia nas cidades de Samaria e que os reis de Israel tinham feito para provocarem o SENHOR à ira; e lhes fez segundo todos os atos que tinha praticado em Betel.

20  E matou todos os sacerdotes dos altos que havia ali, sobre os altares, e queimou ossos humanos sobre eles; depois, voltou para Jerusalém.

21  Deu ordem o rei a todo o povo, dizendo: Celebrai a Páscoa ao SENHOR, vosso Deus, como está escrito neste Livro da Aliança.

22  Porque nunca se celebrou tal Páscoa como esta desde os dias dos juízes que julgaram Israel, nem durante os dias dos reis de Israel, nem nos dias dos reis de Judá.

23  Corria o ano décimo oitavo do rei Josias, quando esta Páscoa se celebrou ao SENHOR, em Jerusalém.

24  Aboliu também Josias os médiuns, os feiticeiros, os ídolos do lar, os ídolos e todas as abominações que se viam na terra de Judá e em Jerusalém, para cumprir as palavras da lei, que estavam escritas no livro que o sacerdote Hilquias achara na Casa do SENHOR.

25 ¶ Antes dele, não houve rei que lhe fosse semelhante, que se convertesse ao SENHOR de todo o seu coração, e de toda a sua alma, e de todas as suas forças, segundo toda a Lei de Moisés; e, depois dele, nunca se levantou outro igual.

26  Nada obstante, o SENHOR não desistiu do furor da sua grande ira, ira com que ardia contra Judá, por todas as provocações com que Manassés o tinha irritado.

27  Disse o SENHOR: Também a Judá removerei de diante de mim, como removi Israel, e rejeitarei esta cidade de Jerusalém, que escolhi, e a casa da qual eu dissera: Estará ali o meu nome.

Salmo 40

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Esperei confiantemente pelo Senhor; ele se inclinou para mim e me ouviu quando clamei por socorro. Tirou-me de um poço de perdição, de um tremedal de lama; colocou-me os pés sobre uma rocha e me firmou os passos. E me pôs nos lábios um novo cântico, um hino de louvor ao nosso Deus; muitos verão essas coisas, temerão e confiarão no Senhor.

(Salmo 40:1-3)

Rebecca Brown fala sobre batalha espiritual em entrevista

A autora explica que o trabalho da Igreja não é combater organizações satânicas, mas levar pessoas a Jesus

por Leiliane Roberta Lope

Em entrevista para a revista Comunhão, Rebecca Brown, autora de diversos livros como “Ele Libertou os Cativos”, conta como começou a trabalhar com batalha espiritual e como foi chamada por Deus para guerrear contra satanás e seu reino.

Formada em medicina, Rebecca foi trabalhar em um hospital localizado em uma região dos Estados Unidos que ficava próximo de um dos maiores centros satânicos daquele país. “Eu acabei em conflito com aquelas pessoas, eles tentaram me matar. E eles falharam”.

A autora que nasceu em berço evangélico diz também que sabia que perderia tudo ao aceitar o chamado de trabalhar com guerra espiritual. ” Ele me disse que eu iria perder tudo o que amo, todos aqueles a quem amo, minha carreira, minha casa, minha reputação e minha saúde. Mas Ele me prometeu que se eu entrasse nessa aliança Ele nunca iria me deixar, e me daria o privilégio de conhecê-lo pessoalmente, de uma maneira que eu nunca poderia imaginar”, diz.

Leia a entrevista na íntegra:

Seu conhecimento sobre batalha espiritual e libertação começou a partir de suas próprias experiências. Quais foram essas experiências?

Eu aceitei Jesus Cristo quando tinha 4 anos de idade. Eu fui privilegiada por nascer num lar cristão. Eu não sabia absolutamente nada sobre o reino de satã ou o território espiritual até completar 30 anos de idade, quando me formei na universidade de Medicina. O hospital para qual fui enviada, onde eu adquiri meu treinamento, era somente a algumas milhas de um dos maiores centros satânicos dos Estados Unidos. Eu acabei em conflito com aquelas pessoas, eles tentaram me matar. E eles falharam. Foi quando uma das líderes das bruxas da região se entregou à Jesus.

Deus a trouxe para minha vida como uma paciente, e eu acabei tendo que lidar diretamente com espíritos demoníacos em seres humanos, porque é assim que pessoas envolvidas com bruxaria conseguem seus poderes, elas convidam espíritos malignos para viver em seus corpos. E eu acabei numa batalha para tentar tirar os espíritos malignos da vida daquela mulher e de seu corpo. Mas para isso acontecer ela teve que se arrepender e confessar seus pecados, é assim que nós, como cristãos, temos autoridade sobre os espíritos demoníacos, em nome de Jesus. Eu comecei a ordenar aos demônios para saírem dela. Não foi fácil, porque no início eu não sabia bem o que estava fazendo. Isso aconteceu há mais de 30 anos atrás, desde então, eu tenho levado muitas pessoas para Jesus Cristo, e para fora do reino de satanás.

De que forma essas experiências contribuíram para seu interesse e aprofundamento no tema?

Bom, preciso falar duas coisas. Primeiro, o hospital onde eu trabalhei era controlado por médicos e enfermeiras que estavam envolvidos profundamente em bruxaria. Por isso acabei tendo que lutar com espíritos demoníacos para salvar a vida dos meus pacientes. Existia este envolvimento porque eles eram parte dessa cultura, muitas pessoas ricas e educadas fazem parte dessa cultura. E isso não é verdade somente nos Estados Unidos, pelo que sei a forma de bruxaria mais comum no Brasil é a chamada “macumba”. As pessoas fazem e se envolvem com isso porque querem poder e dinheiro. E segundo, foi isso que Deus me chamou para fazer. Essa é a verdadeira razão. Eu teria fugido o mais rápido possível desse tipo de trabalho se não fosse um chamado específico de Deus.

E como veio esse chamado?

Deus fala com seu povo. Ele faz isso de muitas maneiras diferentes, através de sua Palavra, através daBíblia, mas também o Senhor fala para o Espírito Santo e assim o Espírito Santo coloca em sua mente como pensamentos. Não é uma voz audível que você ouve com seus ouvidos. O Senhor falou comigo diretamente na minha mente, da maneira que eu tinha aprendido a receber suas direções. E Ele me pediu para que eu fizesse uma aliança com Ele. A Bíblia nos mostra que Ele fez alianças com muitas pessoas, como Abraão, Isaque, Jacó e Moisés.

Deus faz alianças com seu povo hoje também, e o Senhor me pediu permissão para ser usada por Ele da maneira que Ele escolhesse, como um instrumento direto contra satanás e seu reino. O Senhor me disse que se entrasse nessa aliança, eu iria sofrer grandemente. Ele me disse que eu iria perder tudo o que amo, todos aqueles a quem amo, minha carreira, minha casa, minha reputação e minha saúde. Mas Ele me prometeu que se eu entrasse nessa aliança Ele nunca iria me deixar, e me daria o privilégio de conhecê-lo pessoalmente, de uma maneira que eu nunca poderia imaginar. Eu agonizei por duas semanas, mas entrei nessa aliança com Deus. Tudo que o Senhor me disse que aconteceria, aconteceu. Mas Deus manteve sua promessa, Ele nunca me deixou, Ele sempre foi fiel. Eu sofri muito, mas eu não trocaria o conhecimento que adquiri com Ele por nada. Não existe nada mais importante que conhecer Deus. Nada.

Falando em batalha espiritual, contra o que lutamos neste mundo? Quem são nossos inimigos e qual é nossa trincheira de guerra?

A resposta para a primeira pergunta é encontrada em Efésios 6:10-18. É contra satanás e seu reino. Satanás já foi um anjo a serviço de Deus, e ele voltou-se contra o Senhor e teve muitos espíritos sob seu controle, e são contra esses que estamos lutando. E agora, quem é nossa trincheira de guerra: Deus. Só existe um poder em qualquer lugar que é maior que Satanás, somente um: e é Jesus Cristo, que é Deus.

Como a senhora entende a afirmação de Paulo: “Todavia, o Senhor é fiel; ele vos confirmará e guardará do Maligno” (II Ts 3:3)?

Isso é correto. Deus nos guardará contra o maligno, mas você precisa entender algo. Deus é um Deus santo, e é um Deus justo. E Ele tem regras no Seu reino, Ele tem leis, e desde que nós obedeçamos suas leis o maligno não poderá obter sucesso em nossa destruição. Mas não podemos andar em pecado, e nos rebelar contra Deus, ou sermos ignorantes. O livro de Oséias 4:6 diz: “meu povo foi destruído porque lhes falta conhecimento”. As promessas de Deus são condicionadas. Por exemplo, 1 João 1:9 diz “é uma promessa, se nós confessarmos nossos pecados, Deus vai nos perdoar e nos purificar, mas se nós não obedecermos isso, então Ele não nos purifica.”

Em um de seus livros a senhora afirma que “em coração tratado os demônios não se aninham”. Como tratar o coração para vencer a batalha espiritual e conseguir libertação?

Existem dois passos importantes para isso. O primeiro é tirar o pecado da sua vida e se você pecar, se arrependa depressa. E o segundo é purificar sua vida do pecado. Isso significa que você deve confessar seus pecados e pedir o perdão de Deus, porque espíritos demoníacos podem vir para sua vida apenas de uma forma, através do pecado. E não somente qualquer pecado, mas pecados específicos, como se envolver em bruxaria, pecado sexual, e também o pecado hereditário.

E como é possível se libertar dos pecados hereditários?

A palavra de Deus diz que as coisas são de pai para filho. As iniquidades do pai podem ser herdadas pelos filhos até a quarta geração (Êx 20:5). Em outras palavras, Deus não vai te jogar no inferno por conta dos pecados de seus pais ou de seus avós, ele não faz isso, mas as consequências destes pecados certamente vão aparecer em sua vida. A boa notícia é que Jesus Cristo fez provisões que todos esses pecados podem ser expulsos da sua vida. Por isso vemos muitos filhos cometerem os mesmos pecados de seus pais.

Considerando que a Bíblia afirma que Satanás é o “deus deste século” (2 Co 4:4), o que a senhora chama, em seus livros, de “movimentos satanistas”?

Eu estou falando sobre pessoas que adoram satanás como seu deus e existem muitas pessoas que fazem isso ao redor do mundo, e satã tem muitos nomes diferentes. Nós, cristãos, o chamamos de satanás, mas nas diferentes culturas ele é chamado de diferentes nomes. É como no velho testamento. Você se lembra que o povo de Israel pecou adorando o Deus Baal? Este é um dos nomes para satanás.

A senhora acredita que faz parte do trabalho da igreja combater os movimentos satanistas afim de obtermos a libertação?

O trabalho da Igreja é trazer indivíduos para Jesus Cristo. Não é trabalho da Igreja enfrentar organizações específicas. Porque Satanás tem centenas de milhares de organizações. Jesus nos comandou para levar o evangelho para todo o mundo e o trabalho da Igreja é trazer indivíduos para Jesus Cristo.

Qual seria a postura de satanás diante da humanidade? Eles nos coloca contra Deus?

Sim, satanás odeia Deus porque ele quer ser Deus, mas ele não pode, pois é uma criatura criada pelo Senhor. E satanás odeia os seres humanos porque Deus criou os homens para ter uma relação especial com Ele. Satanás quer fazer duas coisas: ele quer governar a terra, e quer ferir Deus. E satanás consegue isso destruindo o que Deus ama, isso é a criação, os seres humanos. Ele quer afastar as pessoas de Deus. Quanto às pessoas que aceitam Deus, ele quer tornar a vida delas miserável e quer que elas neguem Jesus Cristo para levar quantas pessoas puder para o inferno.

A senhora crê que o texto de Jó 1:6-12, em que Satanás vem à presença de Deus, é literal ou uma linguagem figurada?

Sim, é real. Aquilo realmente aconteceu. E Deus teve esse livro escrito para nos ajudar a entender o que acontece muitas vezes em nossas vidas. Existe uma grande guerra acontecendo entre satanás e Deus. Muitas vezes Deus usa seu povo para demonstrar coisas para satanás. Essa guerra terá fim quando tudo terminar aqui na Terra, (Apocalipse 20 e 21), Deus vai destruir toda a criação existente e vai existir um novo céu e uma nova Terra e a cidade santa de Jerusalém será a capital dessa nova Terra e a Bíblia nos diz que não haverá mais sofrimento, lágrimas e dor porque satanás estará no inferno destruído para sempre. Essa é nossa maravilhosa esperança.

Tendo sido lavados e libertos, quais são as provações satânicas pelas quais passamos todos os dias e devemos nos proteger?

A forma número um que satanás nos ataca é pela nossa mente. Segundo a Bíblia, espíritos demoníacos tem a habilidade de injetar pensamentos dentro de você, de fora da nossa cabeça. Do mesmo jeito que eu, como uma médica posso injetar um remédio em você. E é por isso que o livro de 1 Coríntios 10:5, mostra que devemos pegar todo pensamento cativo e torná-los obedientes a Jesus.

Em um de seus livros a senhora narra encontros com anjos. É possível o relacionamento entre seres humanos e divinos? O relacionamento com espíritos malignos também é possível?

Houve uma época na minha vida em que o Senhor me permitiu encontrar e falar com anjos numa dimensão física, e eu acredito haver várias razões para isso. Eu estava completamente sozinha, em uma terrível guerra e não tinha ninguém para me ajudar, e além disso, Deus tinha muitas coisas para me ensinar. Mas isso aconteceu somente por um período, e não acontece mais há 20 anos. Tenho certeza que estes encontros foram para me encorajar. E sim, é possível homens terem relacionamentos com espíritos malignos, inclusive relações sexuais. Bem isso demoraria muito tempo para explicar, mas acredite é possível e a Bíblia fala sobre isso. Por exemplo, no livro de Gênesis capítulo 6, que fala sobre os filhos de Deus que desceram e se casaram com as filhas dos homens e tiveram filhos com eles. Os anjos decaídos tiveram relações com seres humanos e tiveram filhos, que eram gigantes. Talvez seja melhor você não escrever sobre isso porque seria necessário muito tempo para o aprofundamento do tema. Mas eu quero lhe dizer uma coisa, Deus solicita uma coisa: que as pessoas vivam com fé. O capítulo 11 de Hebreus diz que a fé é a evidência das coisas que não são vistas, não existe visão na fé. Isso é muito importante. Eu nunca pedi para ver ou conversar com um anjo, porque se você começa a pedir isso será um demônio que virá até você e não um anjo. Isso acontece estritamente sob controle de Deus. Os anjos vêm somente quando Deus os manda. Eu nunca pedi para que eles viessem.

O que são as maldições não quebradas as quais a senhora fala em seus livros?

Uma maldição, que é feita através da bruxaria, é feita por espíritos malignos. É assim que as bruxas lutam contra os cristãos, e meu livro mostra que nós cristãos temos autoridade de quebrar essas maldições. Em outras palavras, nós temos mais poder através de Jesus que as bruxas têm. E o que seriam as maldições não quebradas? Bem, às vezes uma pessoa fica muito doente, e decide recorrer as bruxas para que elas mandem a maldição para outra pessoa, e em muitas culturas acontece isso. Geralmente quando essas outras pessoas vão ao médico, ele não consegue descobrir o que está errado. Isso porque a doença é causada por um espírito demoníaco mandado por uma maldição. Eu vi acontecer muitos desses casos quando eu ainda atuava como médica.

As doenças, tanto físicas quanto mentais, podem ser consequência disso? Como reconhecer uma maldição não quebrada?

Nem sempre. Nós estamos em corpos humanos que são afetados pelo pecado e por isso nós somos vulneráveis a muitos tipos de doenças. Algumas pessoas tentam dizer que todas as doenças são causadas por demônios e isso não é verdade. A Bíblia diz que Deus tem um objetivo para todo ser humano: morrer. Nosso corpo físico envelhece e nós morremos e isso é por causa do pecado. As doenças acontecem. Basicamente, o Espírito Santo vai lhe mostrar quando for algo espiritual. Eu acho que isso é mais do que eu posso responder em apenas algumas frases, eu quero dizer, levo cerca de duas horas para ensinar sobre isso. Mas a resposta número um é que o Senhor te deixará saber.

Alguns de seus livros já foram acusados de fanatismo e fundamentalismo religioso. Além disso, sua personagem Elaine foi tida como falsa nos Estados Unidos. Há ficção em sua obra?

Não, é tudo verdade. Essas acusações existem porque satanás odeia meu trabalho, ele tem medo dele. E existem muitas pessoas dizendo que são cristãs, mas na verdade elas servem a satanás e estão fazendo de tudo para tentar me destruir e destruir meus livros. Eles tem escrito todos os tipos de mentiras sobre mim na internet porque se as pessoas lerem meus livros, elas terão as informações que precisam para se libertarem, e isso é o que satanás teme. Os demônios não querem ser colocados para fora, eles não querem que os cristãos descubram como ter esta vitória. O mais efetivo instrumento que satanás pode ter é um cristão enganado.

O que é o grupo “Guerreiros da Colheita”, que a senhora lidera junto com seu marido, Daniel Michael Yoder?

O Senhor me colocou para ensinar, ministrar. Eu costumava gastar muito tempo com aconselhamento pessoal e libertação mas não faço mais isso. Eu viajo o mundo e eu ensino. E nós escrevemos e publicamos livros. Eu posso ser muito mais eficiente ao ensinar mil pessoas a lutar contra satanás do que ensinar uma a uma. Jesus diz que o campo está pronto para a colheita, mas você vai ter que lutar para colher. Ou seja, satanás não liberta as almas com facilidade, você vai ter que lutar para isso. E nosso objetivo é trazer pessoas para Jesus, e ensiná-las a como trazer outras pessoas para Jesus. E nós não fazemos somente isso em nossas vidas particulares, mas nós escrevemos e ajudamos outras pessoas. A coisa mais importante na vida de qualquer um é vir a conhecer a Deus, não há nada mais importante que isso. Essa é a coisa mais importante no mundo todo.

Fonte: http://noticias.gospelprime.com.br/rebecca-brown-fala-sobre-batalha-espiritual-em-entrevista/

Evangelico ou Católico?

 

 

 

 

 

 

 

INTRODUÇÃO

      Já ouvi muitos evangélicos dizerem que a Igreja Católica é uma igreja errada. Eu também já falei essa besteira. Hoje, porém, venho a público para me retratar, e o faço através do presente artigo que o caro leitor ora me confere a honra de apreciar. Sim, hoje eu penso diferente. Mas, antes de provar que os evangélicos estão equivocados por dizerem que a Igreja Católica é uma igreja errada, vejamos em que eles se apóiam para dizerem essa bobagem; ou seja, vejamos o que os levou a essa equivocada conclusão.

 

 

 

I. QUE LEVOU OS EVANGÉLICOS  A ESSA EQUIVOCADA CONCLUSÃO?

      O que leva os evangélicos a dizerem que a Igreja Católica é uma igreja errada, é o seguinte: Tanto a Igreja Católica, como as igrejas evangélicas, pregam que existe o Inferno, de onde nunca sairão os que lá entram. Semelhantemente, ambos aspiram morar no Céu. Mas, sobre como ir para o Céu, há divergência entre católicos e protestantes. Os evangélicos crêem que os que morrem com todos os pecados perdoados, vão, na hora, para o Paraíso Celestial. Já a Igreja Católica ensina que não basta estarmos perdoados por Deus para entrarmos no Céu. Segundo ela, o perdão dos pecados não anula a sentença, mas tão-somente diminui a pena; e que, portanto, os que morrem na graça e na amizade de Deus (ou seja, perdoados pelo menos de todos os pecados graves), não entrarão no Céu antes de: 1º) cumprir a pena devida pelos pecados graves já perdoados, caso não a tenham cumprido antes da morte; 2º) expiar seus pecados veniais (ou menores), que por acaso, não tenham sido perdoados; 3ª) purificar-se do prejudicial apego acarretado pelos pecados (veniais e graves) perdoados, tornando-se perfeito. Ela prega que existe a possibilidade do cristão obter a santidade necessária para entrar no Céu, ainda nesta vida. E observa que, caso o perdoado não atinja este objetivo aqui na Terra, passará, após a morte, por um período de purificação (período este que varia de pessoa para pessoa), até tornar-se perfeito. Somente depois de alcançar estes alvos, é que o perdoado se habilitará a desfrutar da bem-aventurança eterna, isto é, só então sairá do estado de purificação chamado purgatório, e entrará no Céu.

 

 

 

      Ainda diferentemente dos evangélicos, a Igreja Católica proclama também que ela dispõe de um expediente chamado indulgência. Há, segundo ela, dois tipos de indulgências: a indulgência parcial, que diminui a pena que o perdoado tem de cumprir antes de entrar no Céu; e a indulgência plenária, que elimina todas as marcas deixadas pelos pecados perdoados. Portanto, caso o perdoado morra imediatamente após receber uma indulgência plenária, não terá – segundo os clérigos católicos – que cumprir (no que diz respeito aos pecados perdoados e indulgenciados) nenhuma pena no além-túmulo; podendo, portanto, ir direto para o Paraíso Celestial, se é que já tenha se tornado perfeito. Porém, aquele que, mesmo tendo morrido com todos os pecados graves e veniais perdoados, mas sem cumprir a supracitada pena (ou sem uma indulgência plenária), e sobretudo, sem atingir a perfeição, permanecerá por um tempo no purgatório até galgar o patamar que o habilite ao usufruto da bem-aventurança eterna no Céu. E, enquanto o perdoado estiver purgando no além, as esmolas, rezas, missas e outros sufrágios em favor de sua alma, efetuados pelos vivos, contribuirão para reduzir o seu tempo de espera no purgatório.

 

 

 

       Inferi das doutrinas católicas, que as referidas almas apenadas do purgatório, podem, a título de expiação de seus pecados, não só sofrer, mas também fazer a boa obra de rezar pelos que ainda vivem neste mundo.

 

 

 

 

II. VEJA AS PROVAS

 

 

      As cópias abaixo têm por objetivo provar que as declarações acima não são calúnias, e sim, a expressão da verdade, e dou fé.

 

 

 

Primeira prova:“A indulgência é a remissão, diante de Deus, da pena temporal devida pelos pecados já perdoados “A indulgência é parcial ou plenária

“O perdão do pecado e a restauração da comunhão com Deus implicam a remissão das penas eternas do pecado. Mas permanecem as penas temporais do pecado…

… “todo pecado, mesmo venial, acarreta um apego prejudicial às criaturas que exige purificação, quer aqui na terra, quer depois da morte, no estado chamado purgatório” (Catecismo da Igreja Católica. Petrópolis: Vozes. 1993, p.406 a 407 [Grifo nosso).

“Desde os primeiros tempos, a Igreja honrou a memória dos defuntos e ofereceu sufrágios em seu favor, em especial o sacrifício eucarístico”… (Catecismo da Igreja Católica. Op. cit., p. 291);

 

 

 

Segunda prova: “A Igreja recomenda também as esmolas… em favor dos defuntos” (Ibidem, p. 291);

 

 

 

Terceira prova:“O pecado, mesmo que você se confesse, ou se arrependa, sempre deixa uma marca, e a indulgência é isso: tirar essa marca” (Padre Marcelo Rossi, jornal O Globo, 02 /01/2000);

 

 

 

Quarta prova:“… Para obter a indulgência… o fiel necessita antes se confessar e ser sacramentalmente absolvido…” (Ibidem, Bispo Dom Fernando);

 

 

 

Quinta prova: “Os que morrem na graça e na amizade de Deus, mas não estão completamente purificados, embora tenham garantida a sua salvação eterna, passam, após sua morte, por uma purificação, a fim de obterem a santidade necessária para entrarem na alegria do Céu” (Catecismo da Igreja Católica, op. cit., p. 290);

 

 

 

Sexta prova: O Concílio de Trento sentenciou:“’Se alguém disser que, depois de receber a graça da justificação, a culpa é perdoada ao pecador penitente e que é destruída a penalidade da punição eterna e que nenhuma punição fica para ser paga ou neste mundo, ou no futuro, antes do livre acesso ao reino ser aberto, seja anátema’ Seção VI” (Citado por OLIVEIRA, Raimundo F. de. Seitas e Heresias, Um Sinal dos Tempos. Rio de Janeiro: CPAD, 9 ed. 1994, p. 25);

 

 

 

Sétima prova:“O escritor católico Mazzarelli”, [fez menção ao que ele chamou de] “pecados mortais absolvidos, mas não plenamente expiados” (Ibidem, p. 23. Grifo nosso);

 

 

 

Oitava prova: O Papa Pio IV disse que vão para o purgatório as seguintes pessoas: 1) “os que morrem culpados de pecados menores, que costumamos chamar veniais, [...] sem que se tenham arrependido dessas faltas ordinárias [...]; 2) “Os que, tendo sido [...] culpados de pecados maiores, não deram plena satisfação deles à justiça divina (A Base da Doutrina Católica Contida na Profissão da Fé)” (Ibidem, grifo nosso). Observação: Morrer culpado de pecados maiores (isto é, pecados graves ou mortais, segundo a fé católica), sem dar “plena satisfação deles à justiça divina”, equivale a dizer (de acordo com o Catolicismo) que a pessoa morreu perdoada, mas, ou sem cumprir a pena devida pelos pecados já perdoados, ou sem uma indulgência planária; e, sobretudo, antes de se tornar perfeita. Esta conclusão é óbvia, pois já provamos que os Padres também pregam que o Inferno existe, e que os que morrem sem ser absolvidos de seus pecados graves, não vão para o purgatório (que é temporário), e sim, para o Inferno (que é eterno). Sim, provamos isso, pois na primeira cópia acima efetuada consta que o Catecismo da Igreja Católica fala das “penas eternas do pecado” (Grifo nosso). Além disso, consta do referido Catecismo da Igreja Católica que “O Pecado grave priva-nos da comunhão com Deus e, conseqüentemente, nos torna incapazes da vida eterna; esta privação se chama ‘pena eterna’ do pecado” (Catecismo da Igreja Católica, op. cit., p. 406);

 

 

 

Nona prova:“Purgatório [...]. Lugar de purificação das almas dos justos antes de admitidas na bem-aventurança” (Novo Dicionário Aurélio. Grifo nosso). Logo, não é qualquer um que vai para o purgatório. Lá é lugar de justos;

 

 

 

Décima prova: Certo Padre definiu o purgatório assim: “[...] estado médio das almas, sofrendo por certo tempo em expiação dos seus pecados [...](Novo Testamento católico, traduzido pelo Monsenhor Vicente Zioni, editado pela Pia Sociedade de São Paulo, em 1950, e comentado pelo Padre Euzébio Tintori, página 418, grifo nosso);

 

 

 

Undécima prova: Dissemos há pouco que, segundo a Igreja Católica, só vão para o Céu, sem passar por uma purificação póstuma no suposto purgatório, os que, ainda nesta vida, conseguem se tornar perfeitos. E agora, veja, nada menos que cinco exemplos que comprovam isso cabalmente:

 

 

 

A)       “[...] se alguém morre [...] portador de resquícios do pecado, como são as impaciências, as maledicências, as omissões [...], essa pessoa poderá ver Deus face a face? [...]. A lógica nos diz que não; [...]. [...] é possível extinguir toda raiz do pecado existente em nós? [...] Respondemos que sim; é possível e necessário. É o próprio São João quem no-lo diz em 1Jo 3, 2s [...]: ‘E todo aquele que nele põe esta esperança, torna-se puro como ele é puro’. [...] o sermão da montanha (Mt 5-7) nos incita a procurar sempre mais a perfeição, dizendo até: ‘Sede perfeitos como vosso Pai celeste é perfeito’ (Mt 5, 48). [...] ‘E se o cristão não conseguir erradicar toda raiz de pecado até a hora da passagem para a outra vida, que acontecerá?’ [...] Deus, em sua misericórdia, concederá uma chance póstuma de purificação, que é precisamente chamada ‘o purgatório’ ” (BETTENCOURT, Estêvão Tavares. Católicos Perguntam. Santo André: O Mensageiro de Santo Antônio. 2004, pp. 139-141);

 

 

 

B) “Nossa oração pelos mortos [...] tem em vista aqueles que partiram convertidos ao Senhor, mas ainda carregados de certas incoerências ou impurezas (caso que, aliás, parece ser bastante freqüente)” (BETTENCOURTT, Estêvão Tavares. Católicos Perguntam. Op. cit., p. 141. Grifo nosso). Claro que sim, senhor Bettencourt, bastante freqüente, e nunca foi diferente, pois “todos tropeçamos em muitas coisas” (Tg 3.2), não é mesmo? Quem não peca, não é, senhor Estêvão? E o Padre Estêvão, quanto à sua crença na possibilidade de alcançarmos a perfeição ainda nesta vida, e, por conseguinte, sermos dispensados da purificação póstuma no purgatório, não está só, pois consigo está o alto clero católico. Eis as provas:

 

 

 

a) “Uma conversão que procede de uma ardente caridade pode chegar à total purificação do pecador, não subsistindo mais nenhuma pena” (Catecismo da Igreja Católica, p. 406, op. cit.). Sim, “mais nenhuma pena”, visto que (segundo a Igreja Católica), ao atingir esse patamar, o perdoado já terá cumprido-a assim: 1) através de boas obras e/ou sofrimentos suportados pacientemente; 2) através de uma indulgência parcial, mais boas obras e/ou sofrimentos suportados pacientemente; 3) através de uma indulgência plenária. E, além disso, ter-se á também atingido a perfeição;

 

 

b) “Com a nossa autoridade apostólica definimos que, segundo a disposição geral de Deus, as almas de todos os santos mortos antes da Paixão de Cristo (…) e de todos os fiéis mortos depois de receberem o Santo Batismo de Cristo, nos quais não houve nada a purificar quando morreram (…) ou ainda, se houve ou há algo a purificar, quando, depois de sua morte, tiverem acabado de fazê-lo, (…) antes mesmo da ressurreição nos seus corpos e do juízo geral, e isto desde a ascensão do Senhor e Salvador Jesus Cristo ao céu, estiveram, estão e estarão no Céu, no Reino dos Céus e no paraíso celeste com Cristo.” (Catecismo da Igreja Católica, p. 288, # 1.023, grifo nosso);

 

 

c) Os famosos pesquisadores e apologistas evangélicos, John Ankerberg e John Weldon, transcreveram de um catecismo católico, em inglês, o seguinte: “qualquer pessoa que seja algo menos que perfeita deve ser primeiro purificada antes que tenha direito ao céu” (ANKERBERG, John; WELDON,  John. Os Fatos Sobre o Catolicismo Romano. Porto Alegre: Chamada da Meia-Noite, 1993, p. 42).

 

 

Duodécima prova: Eu disse acima que, segundo o clero católico, as almas que sofrem no suposto purgatório em expiação dos pecados, podem, somar a esse imaginário sofrimento “remidor”, a boa obra de rezar pelos vivos. E agora, vamos à prova: “[...] o Papa Leão XIII [...] aprovou uma oração que pede às almas do purgatório que roguem pelo Papa, pela exaltação da Santa Igreja e pela paz das nações [...]. Podemos, pois, dirigir-nos às almas do purgatório” (Católicos Perguntam. Op. cit., p. 165).

 

 

 

III. QUAL É O ARGUMENTO DOS EVANGÉLICOS?

 

 

      Bem, já demos os seguintes passos: 1) Vimos que há controvérsia entre católicos e evangélicos a respeito dos que morrem com todos os pecados perdoados; 2) demonstramos em que consiste a dita controvérsia; e 3) provamos que de fato a Igreja Católica prega o que dissemos nos dois parágrafos que constituem o primeiro tópico deste artigo. Agora, vamos dar mais um importante passo, isto é, vamos ver como os evangélicos retrucam as doutrinas católicas acima expostas. Vamos ver o que os levou à equivocada conclusão de que a Igreja Católica é uma igreja errada. Eles, os evangélicos, alegam o seguinte:

 

 

 

a) “uma vez que a Igreja Católica prega que não basta estarmos perdoados para entrarmos no Céu, então ela é uma igreja errada;

 

 

b) “Para entrarmos no Céu, basta-nos o perdão que Deus nos dá;

 

 

c) “para o pecado perdoado, não há pena alguma a ser cumprida, visto que perdão e cumprimento de pena são termos incompatíveis entre si;

 

 

d) “não é preciso atingirmos a perfeição nesta vida, para irmos direto para o Céu, ao morrermos, visto que se isso fosse verdade, ninguém iria direto para o Céu, já que a Bíblia diz que todos nós pecamos (1Jo 5. 8,10; 2Cr 6.36; Tg 3.2). Morrer antes de atingir a perfeição, não é algo apenas ‘bastante freqüente’, como o supõe o Padre Estêvão, mas sim, algo inevitável a todos os humanos;

 

 

e) “as almas dos verdadeiros cristãos que já partiram desta vida, não estão aguardando maior purificação para, então, adentrarem à presença de Deus, visto que já partiram desta vida cem por cento purificados mediante o perdão que nos é dado por meio do sangue de Jesus, vertido por nós na cruz;

 

 

f) “realmente, só os perfeitos podem entrar no Céu, mas na hora em que Cristo voltar para arrebatar os cristãos ao Céu (Jo 14. 1-3; 1Ts 4.13-17), ou quando nós formos ao seu encontro através da morte, o Espírito Santo eliminará de nosso ser a natureza pecaminosa, também chamada de pecado original (Rm 8.11; Fp 3.21; Ap 14.13; 1Co 15. 51-52). E é essa depuração futura, que será tão instantânea quanto o é hoje o perdão, que nos habilitará a vermos Deus face a face, tão logo partamos daqui, seja através da morte, seja através do arrebatamento da Igreja. Sim, todo aquele que está perdoado de seus pecados, está pronto para entrar no Paraíso Celestial, tão logo morra, ou tão logo Cristo venha nos arrebatar ao Céu. Assim como, imediatamente após o arrebatamento da Igreja, os cristãos não irão para uma ante-sala do Céu (purgatório?), para ali purgar suas imperfeições, mas prontamente adentrarão na Glória, de igual modo, quando morre um servo de Deus, sua alma voa direto para o Paraíso Celestial.  Quem não crê nisso, não crê no Evangelho; quem não prega isso, não prega o Evangelho; quem nega isso, nega o Evangelho; e quem, embora pregando algo diferente disso, alega estar pregando o Evangelho, está mesmo, é vendendo gato por lebre; 

 

 

g) “não existe esse negócio de pena devida pelos pecados já perdoados, indulgência parcial, indulgência plenária, tornar-se perfeito ainda nesta vida, purgatório, missas e esmolas pelos que padecem no suposto purgatório, etc. O purgatório do verdadeiro cristão é o sangue de Jesus. Concluímos, pois, que a Igreja Católica é uma igreja errada”.

 

 

      Mas em que se baseiam os evangélicos para fazerem a exposição acima? A resposta é: Eles crêem que se baseiam na Bíblia. Alegam estar apoiados nos seguintes textos bíblicos:

 

 

Romanos 8:1: “Portanto, agora nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus…”;

 

 

2Coríntios 5:17: “Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo”;

 

 

Lucas 23: 43: “E disse-lhe Jesus: Em verdade te digo que hoje estarás comigo no paraíso”. Comentando este último versículo, os evangélicos argumentam assim: [...] “o fato de o ladrão mencionado no contexto de Lucas 23: 43, não necessitar de purgatório e indulgência para se salvar, podendo ir para o Paraíso naquele mesmo dia, prova cabalmente que, para entrarmos no Céu, basta-nos o perdão que Deus nos oferece em Cristo, visto que o restante é da competência do próprio Cristo. Os perdoados sofrem, sem dúvida, as conseqüências físicas do pecado, tanto do pecado original, como das culpas pessoais: doenças, envelhecimento, morte, danos patrimoniais e morais, etc., como ocorreu a Davi, o qual, mesmo estando perdoado, amargou inúmeros sofrimentos neste mundo; ou, ainda, como ocorreu aos apóstolos, os quais, mesmo estando perdoados por Deus, continuaram sujeitos às mazelas já citadas: envelhecimento, doenças, morte, etc. Mas tão logo morre um perdoado, a sua alma voa imediatamente para o Paraíso Celestial”

 

 

 

                                                                 ***

 

 

      Até aqui vimos uma das doutrinas da Igreja Católica, da qual divergem os evangélicos, por cujo motivo concluíram que a Igreja Católica é uma igreja errada. Vimos também, que eles recorrem à Bíblia, no intuito de provarem que estão com a razão. E sem dúvida, o leitor notou que o argumento deles, embora errado, é, aparentemente, certo. Um leitor desavisado pode, facilmente, ser desencaminhado por essa sutileza. É a mentira travestida de verdade. Todavia, partamos agora ao próximo tópico deste texto de minha lavra, e vejamos, sem mais delonga, o que me levou à presente retratação.

 

 

 

IV. O PORQUÊ DE MINHA RETRATAÇÃO

 

 

      Bem, vimos acima uma das razões pelas quais os evangélicos sustentam que a Igreja Católica é uma igreja errada: ela nega que o perdão nos basta. Ademais, informei desde o início destas linhas, que eu também pensava assim, e que me retrato. Agora, porém, chegou o momento de eu expor o porquê de minha retratação. Por que passei a discordar do fato de os evangélicos dizerem que a Igreja Católica é uma igreja errada? O leitor vai se assustar, pois o motivo de minha retratação é muito forte e convincente. Posso falar? Você está preparado para receber esta informação? Como está o seu coração? Tudo bem com você? Se sim, então fique sabendo, uma vez por todas, que o motivo de minha retratação é o seguinte: Uma instituição que nega a totalidade, a instantaneidade, e a plena e imediata eficácia e eficiência do perdão que se obtém pela fé no sangue de Cristo, como o faz a Igreja Católica, chegando ao cúmulo do absurdo de dizer que não basta estarmos perdoados para entrarmos no Céu, não é uma igreja errada, nem tampouco uma igreja certa; ela simplesmente não é Igreja, na definição teológica deste termo. Pensando bem, a verdade é diametralmente oposta ao que os evangélicos andam alardeando por aí. Eles acham que a Igreja Católica é uma igreja errada, mas a verdade é outra. Igreja errada é a nossa. O conjunto das igrejas evangélicas, são uma Igreja errada pelas seguintes razões: Primeira: Somos a Igreja, visto não negarmos o principal pilar da fé cristã: a totalidade, a instantaneidade, e a plena e imediata eficácia e eficiência do perdão, mediante a fé no sacrifício de Jesus; segunda: não somos perfeitos. Ora, a soma dessas duas afirmações nos leva à conclusão de que nós, e não os católicos, constituímos a Igreja errada. Isto significa que a acusação dos evangélicos contra a Igreja Católica, cai como uma luva sobre nossas igrejas. E em hipótese alguma se ajusta à Igreja Católica. O tiro saiu pela culatra. Nós, os evangélicos, somos, comprovadamente, a tradicional Igreja errada, fundada por Jesus de Nazaré há quase dois mil anos. Mas a Igreja Católica deve ser poupada dessa infundada acusação, que há séculos os protestantes lançam sobre ela. “Retrato-me”, pois, e peço “perdão” aos católicos. Estamos “errados”, meus irmãos evangélicos, e temos que dar as mãos à palmatória, considerando que para que a Igreja Católica pudesse ser uma igreja errada, ela teria que satisfazer duas exigências: 1ª) Ser Igreja; 2ª) ter lá suas falhas. Mas, desses dois requisitos, ela só satisfaz o segundo, isto é, ela tem lá suas falhas (E como tem!). A primeira, não. E, por conseguinte, não é Igreja certa, nem tampouco Igreja errada. Repito: Ela simplesmente não é Igreja. Ela não tem nada a ver com a Igreja.

 

 

 

V. ELUCIDAÇÃO

 

 

      A ironia que constitui o presente texto, destina-se a levá-lo à reflexão. Seja você católico leigo, ou membro do clero, pare, pense, mude de direção, e siga rumo ao Céu!

       Deve estar claro ao leitor, que eu, muito longe de me retratar, ombreio aqueles que reconhecem que o Catolicismo é falso. O título deste trabalho é um exagero proposital. Este exagero é irmão da hipérbole, e não passa de uma estratégia para induzir os leitores católicos e simpatizantes a ler todo o artigo, para, deste modo, entender bem que eles estão levando gato por lebre. Além disso, um dos meus alvos é armar os irmãos em Cristo, para a guerra contra Satanás; e, para tanto, preciso que me leiam também. E a estratégica epígrafe deste artigo, bem pode servir de isca para que estes também me leiam.  Deste modo, o ponto alto deste texto é: Os verdadeiros evangélicos dizem em uníssono que a Igreja Católica é errada, é falsa, etc. E eu, embora sem discordar disso, ironizo, tachando isso de “besteira”, “bobagem” e “equívoco” para, deste modo, enfatizar que essa seita é mais errada do que geralmente se pensa; já que a maioria dos evangélicos não conhece todas as artimanhas desse paganismo disfarçado de Cristianismo, que, impropriamente, se auto-intitula Igreja. O que eu quis dizer, ao afirmar que os evangélicos estão falando besteira, quando dizem que a Igreja Católica é uma igreja errada, é que isso é nada, aos olhos dos que estudam essa seita com profundidade, como é o caso deste articulista. Logo, quando na INTRODUÇÃO chamei de “besteira” e “bobagem” o fato de nós, os evangélicos, dizermos que a Igreja Católica é uma igreja falsa e errada, estava apenas armando meu stand para a exposição da verdade de que essa “igreja” está tão longe do padrão divino, que tachá-la de igreja falsa, está aquém do devido. É como se eu dissesse que isso é apenas meia-verdade, de tão errada que ela é.

 

 

       Caro leitor, não sei se você diverge dos evangélicos, sobre o que dizemos acerca do conceito católico a respeito perdão. Porém, seja como for, o seu ponto de vista tem que ser respeitado. Apenas sugiro, se você me permite, que você estude a Bíblia e apóie sua opinião nela. E se você já estudou as Escrituras Sagradas, e concluiu em sua mente que de fato, o perdão que Deus nos oferece nos habilita ao Céu na hora, saiba que então você não é católico. E talvez você até seja evangélico e não saiba. Em caso positivo, não viva mais como um peixe fora d’água. Saia da Igreja Católica às pressas, e procure o seu grupo já! Una-se a nós, correndo! Vamos juntos adorar a Deus! Talvez você pense assim: “Os evangélicos também erram”. Bem, quanto a isso somos réus confessos. Mas certamente a nossa união vai nos fazer muito bem. É que, apesar de nós e você não sermos perfeitos, somos a Igreja de Cristo, pois já usufruímos do perdão dos nossos pecados, e sabemos por experiência, que diferença faz! E precisamos usufruir dessa simpatia de idéias. Isto também é bíblico (Hebreus: 10.25; Mateus 21.13; Salmos 122; 133). Mas se você pensa que a Igreja Católica é a Igreja certa, você está mais errado do que os evangélicos, e precisa se retratar. É que eles estão errados entre aspas, mas você está errado sem aspas. E o motivo você já sabe: a Igreja Católica nem igreja é; logo, não pode ser igreja errada, não é mesmo? Portanto, não compre mais gato por lebre. Torne-se um membro da Igreja de Cristo. Muitas das arapucas do diabo se fazem passar por igrejas de Cristo; mas, como Satanás não consegue esconder o rabo, é possível desvencilharmos de seus enganos.

 

 

 

CONCLUSÃO

 

 

       Finalizando, opino, com a sua devida permissão, o seguinte: a) Abra uma Bíblia e leia Gálatas 1. 8; b) não confie cegamente em homem algum, mas leia a Bíblia, e siga-a. Tomara que você, muito longe de se iludir, ou de continuar na ilusão, me dê o prazer de encontrá-lo no Céu! Até lá, na Paz do Senhor!

 

 

       Se você é Padre, quer sair dessa seita, mas teme ser abandonado pela Sociedade, e até pela sua família, entre em contato comigo. Já tenho lugar para você morar até se habilitar a exercer uma profissão e, por conseguinte, se auto-sustentar.

 

 

 

                                                         Pastor Joel Santana.

 

Saiba mais: www.pastorjoel.com.br

Caixa Postal: 10.061.

Campo Grande – Rio de Janeiro/RJ.

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