O amor de Cristo nos constrange


Quando eu chego a conhecer e crer no amor que Deus tem por mim, algo muda no meu modo de enxergar a vida.

Porque se eu passo a ter consciência de que fui alvo de tanta graça, favor e misericórdia da parte de Deus, eu não posso viver sem estender esta mesma graça ao meu semelhante.

É claro que continuamos sendo humanos, tendo variações de humor, diferenças de temperamento, pensamentos e opinião. Isso é normal.

Nós não acordamos, todos os dias, dando gargalhadas e cheios de ânimo. Alguns dias podem, até mesmo, ser difíceis de serem atravessados. A vida tem seus pastos verdejantes, águas tranqüilas e veredas da justiça; mas, também, seus vales de sombras e morte onde nos achamos na presença da adversidade. E, isso, simplesmente, porque estamos neste mundo.

Mas, crer na verdade de que Deus me ama, me aceita, me deseja, me valoriza e tem o controle de todas as coisas em minha vida é algo que me ajuda a prosseguir, apesar e em meio aos problemas.

Eu posso ter que orar, pedir que alguém ore por mim, desabafar, consultar um médico e até tomar alguns medicamentos para melhorar, mas eu vou me levantar. Porque eu sei que nada neste mundo pode me separar do amor de Deus e que a minha vida está escondida com Cristo em Deus.

Por isto eu jamais preciso me envergonhar por ser humano. Não há nada errado em ser humano. Foi Deus quem me fez assim.

Eu sei que quando o homem se afastou de Deus, ele se desestruturou por dentro. Mas, ainda que, neste mundo, possamos, algumas vezes, pisar em cardos e espinhos e machucar nossas mãos e pés, Deus ainda está conosco, pronto a nos socorrer e amparar.

Foi João quem registrou aquele que é considerado o texto áureo da Bíblia: “Porque Deus amou o mundo de tal maneira, que deu o Seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crer, não pereça, mas tenha a vida eterna”.

A maioria das pessoas já leu, ouviu ou teve algum tipo de contato com este texto em algum momento de sua vida. Mas, o mesmo João é quem escreve as seguintes palavras: “Nisto conhecemos o amor: Cristo deu sua vida por nós; e devemos dar nossa vida pelos irmãos”.

Eu não posso provar uma graça tão maravilhosa e não vivê-la nos meus relacionamentos. Daí que João resume o Evangelho a crermos em Jesus, o Deus feito homem, e amarmos os nossos irmãos como Ele nos amou. Só isto e tudo isto. O resto é irrelevante. O resto são discussões que não levam a lugar algum.

Nenhum de nós é perfeito, estamos todos em processo, todos sendo transformados e aperfeiçoados por Deus; todos vasos de barro. Nós ficamos irritados, perdemos a paciência, reagimos, ficamos estressados, temos nossas fases e momentos difíceis, simplesmente, porque somos humanos e ainda não estamos no céu, mas queremos seguir a Jesus. Essa é a diferença.

É aí que o meu alvo é viver esta graça que eu mesmo recebi de Deus, em Jesus. Ele foi compassivo, misericordioso e bondoso comigo. E agora, o que Ele quer é que eu faça o mesmo com os outros.

Ele me favoreceu sem que eu merecesse o Seu favor, me perdoou quando eu não merecia o Seu perdão, me buscou quando eu não merecia ser buscado, teve misericórdia de mim sem que eu nem ao menos pedisse. Eu não fiz nada para merecer isso, mas Ele escolheu me amar assim. Isto é graça.

Quando eu, finalmente, vejo isto, eu começo a entender quando Paulo escreveu que é o amor de Cristo que nos constrange.

Mas será que é fácil viver assim? Sinceramente, não. Mas é menos difícil quando você crê nesta graça que alcançou a sua vida.

Por isso, a melhor coisa que eu faço é aceitar o amor de Deus por mim e estendê-lo aos que estão ao meu redor. Eu sei que nem sempre isso vai ser fácil, mas é isso que o Evangelho propõe. Foi isso que Jesus fez e ensinou.

Pense sobre isto.

Pr. Paulo Cardoso

Fonte: Site “Encontro com a Vida” – http://www.encontrocomavida.com.br

Postado por Marcos Wandré às 07:45

Marcadores: Refletindo sobre valoresTextos de outros sobreviventes

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Publicado em 04/07/2010, em Cura Interior e marcado como , , , , , , , , , , , , . Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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